domingo, 25 de dezembro de 2011

Está escrito

Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre: 
Apocalipse 3:7







quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Jesus nasceu na floresta.

Sempre vi pais ensinando crianças que o papai noel existe, até que a uma certa idade ela chega à própria conclusão que ele não existe, principalmente no Brasil com esse calor que nada tem a ver com neve, chaminé, etc.
Os pais continuam a ensinar. A escola que eles estudam também continuam. E a cada dia nossas crianças estão mais entusiasmada com papai noel.
Como convencer uma criança que o papai noel do Natal é ruim? Uma pessoa que nos dá presentes é sempre muito legal não é?
Mas...
Pensei em escrever esse texto quando diante de várias crianças o pastor perguntou onde Jesus nasceu e ouvi somente uma dizer que era na cidade de Belém. Não deveria ser em uníssono?
Mas fiquei mais triste foi quando o pastor continuou a perguntar sobre o local.
As crianças olhavam pra ele como se nunca houvessem escutado sobre o assunto. Nenhuma delas sabia o que responder.
E de repente uma mais impetuosa respondeu:
_ Jesus nasceu na floresta.
Todos riram. Parecia hilário imaginar Jesus nascendo numa floresta.
Mas...
Como aprender algo que não foi ensinado? Na Escola Bíblica Dominical? Eu ainda não vi em nenhum currículo anual que ensine sobre o nascimento de Jesus em outra época que não seja dezembro. Pra falar a verdade não tenho visto há anos sobre esse assunto nas lições da EBD nem mesmo no Natal.

As igrejas já não concordam em comemorar o Natal porque não foi provado que 25 de dezembro nasceu Jesus.
E diante dessa cena que assisti não tenho dúvida que nossas crianças continuam a ser ensinadas sobre o papai noel bondoso que dá presentes no Natal e nada sobre o  presente que o nosso Pai  nos deu: JESUS. "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho único..." João 3.16a

Fico imaginando como uma criança pensa quando chega a Páscoa e comemoramos a ressurreição de Jesus, já que Ele morreu.
Mas...
Quem morreu, nasceu. Certo?
Por que ensinamos as crianças sobre a morte e ressurreição de Jesus e não podemos ensinar sobre o nascimento Dele?
Não estaríamos dando mais espaço pra o gorducho papai noel?

Pensemos nisso. Tomemos posição pra o ano que vem que parece tão longe.
Mas....
Nunca é tarde pra olharmos pra onde paramos e recomeçarmos de novo.
O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou. Eclesiastes 3:15



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Bermudas anticelulite funcionam?


O que é mais importante do que ser magra? Não ter celulite. "O problema afeta 95% das mulheres", diz Sergio Talarico, chefe do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). E a simples ideia de vestir uma bermuda para trocar a rugosa casca de laranja por uma sedosa pele de pêssego é para lá de tentadora.

Antes de tudo vale lembrar que celulite é uma inflamação de diversas causas: excesso de gordura, retenção líquida, alteração hormonal e flacidez da pele. Os médicos dizem que não tem cura - apenas melhora. A boa notícia é que não faltam pesquisas, sejam cosméticos, cápsulas, tratamentos estéticos e agora peças de vestuário. E dá para confiar? Foi em busca dessa resposta que a revista BOA FORMA investigou estudos e ouviu técnicos e dermatologistas.

Como a bermuda funciona
Esse tipo de roupa é confeccionado com uma tecnologia de ponta. Na peça da Invel, empresa de pesquisa, o tecido de poliamida e elastano (comum em moda fitness) leva um banho de uma biocerâmica que se incorpora à trama. Em contato com o corpo, esse material absorve calor para depois devolvê-lo sob a forma de raios infravermelhos longos.

"É um processo fotoquímico que estimula o fluxo do sangue no local, melhorando a circulação, a retenção líquida e a inflamação", resume Nelson B. Lima, pesquisador e doutor em tecnologia nuclear pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e pesquisador colaborador do Instituto Invel de Tecnologia e Pesquisa.

Já a Rhodia, multinacional que fornece matérias-primas para diversas marcas de lingerie e sportswear (Plié, Scala, Trifil, Hope, Lupo, entre outras), lançou o fio têxtil de poliamida batizado de Emana, que tem a mesma função: estimular a circulação e melhorar o aspecto da pele. O diferencial é que o próprio fio já contém cristais bioativos que emitem a radiação infravermelha.

O que dizem os especialistas
Para os dermatologistas, só há um meio de saber se as bermudas dão resultado: testando-as e com rigor. Foi por isso que o setor de cosmiatria do Departamento de Dermatologia e a disciplina de cirurgia vascular do Departamento de Cirurgia, ambos da Unifesp, resolveram realizar um estudo clínico para investigar a eficácia e a segurança de um tipo de tecido de compressão no tratamento da celulite de graus 2 e 3 (leve e moderado).

"O objetivo é avaliar, em três meses, as possíveis modificações na microcirculação e verificar melhoras nos sinais clínicos da celulite", diz Sergio Talarico. Apesar do estudo ainda não estar concluído, o médico prevê resultados interessantes. A expert Doris Hexsel, do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, que estuda a fundo a celulite, cita uma referência na literatura médica sobre o uso de uma bermuda compressora, mas associada à aplicação de cremes. "Houve uma melhora discreta na celulite", conta.

"Acredito que o efeito de sustentação da bermuda seja capaz de prevenir um agravamento da flacidez, que tem papel importante no desenvolvimento do problema", fala. O dermatologista Davi de Lacerda, formado no Hospital Johns Hospkins, Estados Unidos, acrescenta um outro possível benefício das bermudas: "A compressão desse tipo de tecido e a modelagem podem facilitar a drenagem linfática".

É fácil de usar?
Segundo os fabricantes, as bermudas precisam ser usadas por, no mínimo, 60 dias para dar resultado. Os estudos das próprias marcas registraram melhora com oito horas contínuas vestindo a peça. A bermuda da Invel, registrada pela Anvisa como produto terapêutico, resiste a até 100 lavagens. Já as peças confeccionadas com o fio Emana, também com registro na Anvisa, não têm prazo de "validade":
 
Bermudas da Invel
Opções de bermudas e bodies no mercado
Foto: Divulgação

Raio X da bermuda Invel
Tecnologia: tecido banhado com o mineral MIG3 irradiador de raios do tipo infravermelho longo
Ação: favorecer a circulação local
Estudo da empresa: 151 mulheres usaram a bermuda durante 60 dias por oito horas contínuas
Resultado: melhora de 65% no aspecto da pele e redução da celulite nos graus 2 e 3. Produz benefícios como diminuição de dores, relaxamento muscular, redução de gorduras e inchaço
Modelos: na imagem acima: (1) bermuda, R$ 384*; e (2) legging, R$ 439*

Raio X do fio Emana (Rhodia)
Tecnologia: fio composto de cristais bioativos que irradiam raios do tipo infravermelho longo
Ação: favorecer a circulação local. Estudo da empresa: 15 voluntárias entre 18 e 45 anos usaram a peça que tinha uma perna com tecido confeccionado com fio Emana e a outra com tecido de poliamida convencional durante 60 dias por seis horas contínuas
Resultados: aumentou em 8% a elasticidade da pele e reduziu a celulite nos graus 1 e 2

Confira outras opções de peças anticelulite:

Ainda na imagem acima: (3) macaquinho, R$ 179,80*, da Alto Giro; e (4) body, R$ 83*, da Lupo.
 
Bermudas anticelulite
Bermudas e leggings anticelulite
Foto: Divulgação

(1) Bermuda, R$ 49*, da Scala; (2) legging, R$ 32,90*,da Trifil; e (3) calcinha de cintura alta,
R$ 62,70*, da Plié.

*Preços pesquisados em outubro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A culpa é de Deus

Conversando com uma pessoa sobre vida espiritual, ela me disse que tá "desviada" mas vai "voltar pra Deus."
E fez uma cara que conheço bem. Cara de quem lá vem com desculpas do porquê estar longe de Deus.
Antes mesmo que viessem as justificativas já fui logo perguntando:
_ Quando Deus perguntou a Adão porque ele comeu do fruto da árvore que era proibido, Adão jogou a culpa em quem?
Imediamente a pessoa me respondeu como todos respondem:

 
_ A culpa foi de Eva.
Mas se você analisar bem o versículo notará que Adão jogou primeiro a culpa em Deus:
"Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi."Gênesis 3:12 

Deus havia dado a Adão algo que ele nem tinha pedido. Deus viu  que Adão estava sozinho e lhe deu uma companheira:
"E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele." Gênesis 2:18
"Oooopa, bom demais", deve ter pensando Adão. "Terei alguém do meu lado pra me tirar da solidão e ainda me ajudar naquilo que eu precisar."

Mas aí quando Adão foi confrontado por Deus;  o que tinha vindo como benção nessa hora já passou a ser maldição.
"Mas Senhor, foi o Senhor que me deu. Eu nem pedi."
Adão tinha intimidade com Deus. Com certeza a conversa foi bem íntima.Por isso a tranquilidade de Adão já ir colocando a culpa naquEle que até então era seu único amigo confidente.

Assim somos nós. 
Quando somos confrontados por amigos sobre estar "desviado", "parados", "afastados" em nossa caminhada espiritual, já vamos logo na intimidade falando...
"É que"..."sabe"..."aquela pessoa"..."aquilo"..."então"...."também Deus não fez"..."Deus permitiu isso"..."Deus não me responde"..."Deus não me vê"...
E por aí vão as desculpas. 
A palavra desculpa significa "Alegação atenuante ou justificativa de culpa." Entendeu então que Adão desde  o começo já estava justificando sua culpa no "presente" que Deus havia lhe dado, citando também  Eva também como "pedra de tropeço"?

Deixemos de ser imitadores de Adão e sejamos imitadores de Cristo como Paulo disse.
Coloquemos em prática o versículo: Se confessarmos os nossos pecados, ELE é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça (1 João 1:9)
Basta só isso. Nada mais é necessário. Paremos já com as desculpas. Votemos ja pra onde nunca deveríamos ter saído!

Em amor,
Leilahh 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pense com a cabeça de cima



"Hoje eu entendo com mais clareza o porquê do sexo depois do casamento; ou talvez pudesse dizer porque o sexo é o próprio casamento (de forma alguma querendo dizer que casamento é só sexo).

Criada na igreja, sempre foi firme a minha convicção de que sexo só pode depois do casamento. O porquê era simples: sexo antes do casamento é pecado e pode trazer consequências irreparáveis para o relacionamento depois. Confesso que a certeza do pecado era mais relevante do que a outra justificativa.

Com três anos de namoro, com perspectivas concretas para um casamento, os questionamentos eram inevitáveis: “Se o sexo é o casamento, por que a necessidade de esperar um casamento formal?”. Sei que as respostas para essa pergunta não precisam ser descritas aqui, pois são conhecidas por qualquer cristão que decide esperar pelo momento certo. Mas o que considero ser importante dizer, é que de fato vale a pena esperar.

Casei-me com seis anos e oito meses de namoro. Meu esposo e eu experimentamos o sexo pela primeira vez, dentro do nosso casamento.

A realidade é bem distante das comédias românticas e novelas que sempre me encantaram muito. As dificuldades são maiores do que podemos imaginar enquanto namoramos e vemos o nosso instinto à flor da pele. O sexo é muito mais intenso e transcendental do que podemos imaginar.

Na mistura de sonho, vontade, carícias, dor, beijos, alegrias, você e ele, há o encontro de almas, o “um só corpo”. Se acontece ou não o alcance do prazer, tão pregado e divulgado como a melhor coisa do mundo, não se pode garantir, mas que o sexo protegido pelo casamento e pelo compromisso mútuo perante Deus proporciona, ou me proporciona, o ápice do ser mulher, inteira, entregue... sim, me proporciona.

Se os dias são corridos e esse momento a dois começa a ficar desfalcado nas nossas semanas, o que ocorre não é uma necessidade física demasiada, e sim uma necessidade emocional. Uma saudade do meu esposo, mesmo tendo ele todos os dias, acordando e se deitando comigo. Uma saudade de me sentir inteira, uma inteireza que hoje só pode ser com ele.

Toda a dinâmica da aliança do casamento, firmada e consumada por meio do sexo, foi criada por Deus. Um elo que não pode ser rompido a não ser pelo poder do Senhor. Um vínculo que transcende o nosso entendimento e até mesmo o nosso sentimento."

Ingrid Monteiro de Castro Reis, 22 anos, é casada com Diêgo, cursa pedagogia na Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) e é membro da Igreja Presbiteriana da Pampulha, em Belo Horizonte, MG.

Fonte: Ultimato

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Uma defecou, outra filmou: a vida sem recalques

* Eu, Leilahh, quando vi o vídeo alguns dias atrás, não consegui assistir nem 1 minuto.
  A ação de expor alguém me causou mais náuseas do que a própria cena.


A cena diante da câmera:

Desde a semana passada circula um vídeo na internet em que uma mulher, totalmente nua, defeca em uma agência bancária de Aracaju. Em seguida, ela se atira no chão, de costas, como se sentisse um grande prazer. Alguém, talvez um funcionário da agência, a cutuca. Ela reage com agressividade, levanta-se e empunha a calcinha suja de fezes como uma arma ao caminhar pelo hall. Depois, volta, limpa as fezes no chão com a roupa. E sai, nua e altiva. A porta da agência é rapidamente fechada. E lá fora ela parece proferir alguns xingamentos.
Isso é o que se vê no vídeo. Mas há algo menos explícito, que não pode ser visto, mas que vale a pena enxergarmos.
A cena por trás da câmera:
Desde o início da gravação, ouvimos uma risada feminina, talvez de quem filma a cena ou está ao lado de quem filma. Não parece ser aquele riso nervoso, que às vezes nos sucede diante de algo inusitado. Parece mais uma risada de alguém que se diverte com a cena. A risada vai aumentando. Ao final, quando a mulher já está fora do banco, a dona da risada faz um comentário: “Está com o demônio no corpo.”
Isso não se vê no vídeo. Apenas ouvimos.
Ao assistir às imagens, senti incômodo. Mas fiquei tão incomodada com a mulher nua e defecando quanto com a mulher filmando a cena. (E aqui vou tratá-la como mulher, por causa da voz, mas não faz a menor diferença se for um homem.) Ao investigar a razão do meu incômodo, percebi que estava diante de dois atos pré-civilizatórios: um óbvio e escancarado, o outro menos visível, mas não menos chocante.
O que é uma mulher nua defecando em uma agência bancária? Somos nós, quando ainda estávamos na natureza – e antes de nos tornarmos cultura. Naquele momento, ela era como um bebê que sente vontade de fazer cocô e faz. Vira-se no chão com visível prazer e alívio. E então é alcançada pelo homem – a Lei – que a cutuca dizendo que ela não pode fazer aquilo. Lembrando-a, portanto, do contrato social. A mulher reage ainda como natureza, ameaçando o homem com suas fezes. E, de repente, algo que também está nela retorna. Ao limpar as fezes no chão, ela volta a se inscrever na cultura.
Não é possível afirmar se a mulher está vivendo algum tipo de surto, mas me parece mais delírio do que protesto. Por que os atos dessa mulher chamam atenção é óbvio. A grosso modo, nos tornamos civilizados no momento em que sacrificamos a nossa natureza, recalcando nossos instintos mais primitivos, para garantir a vida em sociedade. Não podemos mais sair por aí fazendo o que bem entendemos, como defecar nus no meio de uma agência bancária quando sentimos vontade. É preciso procurar um banheiro, chavear a porta, usar papel higiênico, lavar bem as mãos depois e, quem sabe, até aplicar um spray para mascarar o mau cheiro. A repressão de nossos instintos, em todas as esferas do humano, tem um custo alto. Mas, em troca, ganhamos a segurança proporcionada pelo contrato social. A mulher que defeca na agência bancária quebra o contrato que garante a vida em sociedade (na nossa, pelo menos) e por isso se torna perturbadora.
O que me parece é que a mulher que a filma também quebra, mas isso não é interpretado desse modo nem por quem está presenciando a cena nem por quem assiste ao vídeo. Por que não podemos estuprar quem desejamos ou matar quem odiamos? Porque isso nos devolveria a um estado de natureza. Temos de reprimir nossos instintos e, assim, abrir mão de nossa liberdade. Nesse processo, é necessário enxergar o outro como uma pessoa, um semelhante, alguém com direitos, para que o pacto se torne possível. Por que, então, é aceitável que alguém filme a cena de um ser humano em total desamparo e a dissemine na internet? Por que esse ato não é visto como um rompimento do contrato social?
Quem filma a cena e muitos dos que a assistem, a julgar pelos comentários, não reconhecem mais na mulher nua que defeca em público uma semelhante – uma humana. Esse estranhamento os autorizaria a desnudá-la de uma forma muito mais profunda, para além das roupas, diante não apenas dos clientes da agência bancária, mas do mundo inteiro. Ou talvez a reconheçam tanto como uma igual, ao invejar sua liberdade selvagem, defecando no banco enquanto eles esperam na fila para pagar alguma das muitas contas sempre chatas, caras e burocráticas da vida em sociedade, que precisam imediatamente se afastar dela. E afastam-se filmando e expondo o que consideram sua diferença.
Ao filmar a cena e ao difundi-la na rede, embora exponha a mulher por completo, aquela que a filma não a enxerga de fato nem por um segundo. Porque para enxergar é preciso se identificar com o outro. Se em algum momento a mulher que filma tivesse conseguido se identificar com a mulher filmada, acredito que a teria protegido – e não a exposto mais.
Nesse sentido, embora seja a mulher filmada que esteja sem roupas, é a mulher que filma a mais nua entre as duas. É isso, no meu ponto de vista, o mais interessante desse vídeo e o que me faz trazê-lo para esta coluna: ele revela mais da mulher que filma do que da mulher filmada. Mas, em geral, não chama atenção o fato de alguém filmar uma pessoa em total e visível desamparo. Isso é visto como “normal” e aceitável. Minha hipótese, porém, é de que é um ato de barbárie, na medida em que deixa de reconhecer o outro como humano. Ao apontar e amplificar a barbárie que acredita estar na outra mulher, é ela que se torna bárbara.
Assim, ambas – a mulher filmada e a mulher que filma – se igualam ao eliminar o recalque e dar vazão aos seus instintos sem se identificarem uma com a outra. Uma não se reprimiu ao defecar em público, a outra não se reprimiu ao filmar a cena. A primeira exibiu as próprias fezes no ambiente de uma agência bancária, a segunda exibiu as fezes da outra para milhares de pessoas no ambiente da internet. Por que uma causa espanto e a outra não?
Pessoalmente, acho mais ameaçadora ao pacto civilizatório a mulher que filma do que a mulher que caga.
Eliane Brum, no site da Época
Eu vi no Pavablog

sábado, 10 de dezembro de 2011

Mulheres Vacas

Amós chamou as mulheres de vacas de Basã. Um apelido exótico, que traz no seu corolário um tom de reprovação e uma gama de reflexões.

Basã no hebraico significa fértil. Esta era a região que ficava a leste do mar da Galiléia, conhecida por suas ricas pastagens destituídas de pedras. 

As vacas que ficavam em Basã viviam muito bem, assim como as mulheres do reino do Norte.
O profeta denuncia a vida fútil daquelas mulheres. O materialismo havia dominado-as. A nação de Israel estava experimentando uma apostasia e elas permaneciam indiferentes, porque estavam ocupadas demais satisfazendo os seus apetites e caprichos. 


Eram mulheres sem personalidades. Foram levadas pela correnteza, infeccionadas pelos pecados dos varões. A religião estava decadente, o sacerdócio corrompido, a sociedade dividida, mas elas não se atentavam para estas coisas. Voltavam a sua atenção exclusivamente para a cor do vestido e o trançado dos cabelos que usariam na próxima festa. Estavam ocupadas demais com os seus próprios interesses. Abriam o sorriso quando na verdade deveriam esconder a face no intuito de se quebrantarem diante de Deus. Pisavam em qualquer pessoa no intuito de manter o padrão de vida faustosa. Eram damas nem um pouco gentis. Mulheres fúteis. Jamais tinham trabalhado um único dia, mas tinham tempo de sobra para gastar em seus luxos e festas intermináveis. Eram destituídas de educação, embora se esforçassem no intuito de seguir as regras de etiqueta. Oprimiam os pobres. Ostentavam grandeza. Eram individualistas.
A nação estava prestes a experimentar um colapso, mas elas só estavam interessadas em satisfazer os seus apetites. 


Mulher fútil não é novidade. Já vem desde os tempos de Amós. O profeta declara que Jeová atacaria aquelas mulheres como um pescador que apanha os peixes com os anzóis. Seriam abruptamente arrancadas do seu habitat. Elas seriam vistas como lixo. Seriam arrebatadas da zona de conforto. Trocariam o luxo pelo lixo. Experimentariam o juízo de Deus.

As mulheres Vacas de Basã existem até hoje. Não perderam suas características. Permanecem materialistas. Estão preocupadas exclusivamente com a aparência e nada mais. São fabricadas aos montes, quase que por atacado. Algumas, apesar de viverem em um ambiente cristão, continuam ocas. Assistem cultos e permanecem vazias. Ouvem pregações e continuam ignorantes. A verdade lhes foi obscurecida pelo excesso de materialismo. Preocupam-se demasiadamente com o cabelo, mas não examinam o coração. Algumas parecem manequins robóticos desprovidos de sentimento. Desejam bajulações. Buscam elogios. Querem ouvir palavras que massageiam o ego. Vivem para si e em torno de si. São essencialmente egoístas. 



O materialismo destrói tanto a nação quanto o ser humano. John Kelman dizia: “Deus tenha piedade da nação cujas chaminés de fábricas levantam-se mais alto do que as torres da Igreja”. Deus tenha misericórdia das mulheres que cobrem o juízo para descobrir as vestes. Caminham errantes. Cegas, porém com saltos altos. Insensíveis no reino espiritual, detalhistas no que diz respeito às coisas materiais. Deus tenha piedade das mulheres cuja beleza se resume ao exterior.


“Ouvi esta palavra, vós, vacas de Basã, que estais no monte de Samaria, que oprimis os pobres, que quebrantais os necessitados, que dizeis a seus senhores: dai cá, e bebamos” (Am 4.1).


Fonte: http://israeltrota.blogspot.com

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Isso sim é propaganda de cerveja!

Isso sim é propaganda de cerveja!

Já estamos praticamente na estação mais quente do ano, surgem na mídia então propagandas de cervejas boçais, petulantes, cada vez mais apelativas, enfim o cúmulo do mau gosto e da falta de criatividade, nem vou mencionar os valores distorcidos. Esse vídeo expressa meu repúdio.

A ciência comprova: Crepúsculo e BBB podem deixar você mais burro

Fonte: Tec Mundo



Os críticos da televisão e do excesso de reality shows na programação ganharam um forte argumento a seu favor. Uma pesquisa feita por psicólogos da Universidade de Linz, na Áustria, chegou à conclusão de que o conteúdo que consumimos em livros, TV ou internet pode modificar nosso desempenho cognitivo de uma maneira muito mais poderosa do que imaginávamos.
No experimento, os voluntários leram um roteiro sobre um personagem fictício que leva uma vida extremamente fútil: ele arrumava em brigas por causa de esporte, ficava bêbado em bares todas as noites e não conseguia interpretar leituras simples. Já outro grupo de pessoas leu um texto sobre o mesmo personagem, mas todas as ações feitas por ele eram inteligentes e úteis.
Em seguida, todos responderam a um questionário de conhecimentos gerais com perguntas como “Qual a capital da Líbia?” e “Quem pintou o quadro Guernica?”, todas fáceis ou cujas respostas estão em telejornais ou programas culturais. O resultado, de acordo com o BodyOdd , foi surpreendente: quem leu a história do sujeito fútil saiu-se muito pior no quiz do que aqueles que acompanharam a história do personagem inteligente.
Os psicólogos explicam que ler ou ouvir sobre um personagem com um comportamento de sentimentos  negativos, como preguiça, violência, raiva ou até burrice, faz com que o espectador seja influenciado por eles e até reproduza algumas das ações da ficção na vida real. Desse modo, a decisão final é toda sua, já que o resultado depende do livro ou programa de TV escolhido.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Por que a ciência não consegue enterrar Deus

O debate entre cristãos e ateus sempre teve como campo de batalha mais áspero o ambiente científico. Neste espaço dedicado à ciência e ao conhecimento, os fundamentalistas estão atacando. E, desta vez, não são os religiosos cristãos, mas os novos ateístas, que propagam o ateísmo como religião, com cânones, dogmas, líderes ungidos (Richard Dawkins é considerado um papa), normas de conduta e proselitismo.

Para dar aos cristãos embasamento científico suficiente para refutar os argumentos falaciosos com os quais os ateístas tentam esconder o fervor religioso e a parcialidade que nutrem contra as religiões, em especial a cristã, John C. Lennox escreveu este livro. Nele, o autor expõe como os ícones do movimento ateísta falham crassamente ao rejeitar o que mais alardeam: o debate honesto e racional sobre espiritualidade, fé e religião. 

Discutindo temas complexos como os limites da ciência, biologia natural e biosfera, design intencional e a teoria da evolução, Lennox prova que, como cientistas, os ateístas não querem descobrir a verdade sobre a existência de Deus e ajuda o leitor a desmontar seus subterfúgios pseudocientíficos, misticismo e argumentação baseada em autoridade e mitos.

Por que a ciência não consegue enterrar Deus debate cosmovisões, cosmogonias, teoria da evolução, criacionismo, design inteligente, os limites da ciência e outros temas fundamentais para a correta análise de fé e razão.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Justiça dá a estudante adventista direito de faltar a aulas

Uma estudante adventista matriculada numa universidade católica do interior de São Paulo conseguiu na Justiça, na semana passada, o direito de não ir às aulas às sextas à noite e aos sábados de manhã.
Quielze Apolinario Miranda, 19, é da igreja Adventista do Sétimo Dia, que prega o recolhimento da hora em que anoitece nas sextas-feiras até o fim do dia dos sábados.
Aluna do 1º ano do curso de relações internacionais da USC (Universidade Sagrado Coração), instituição fundada por freiras católicas em Bauru na década de 1950, Quielze nunca foi às aulas noturnas às sextas e aos sábados e corria o risco de ser reprovada por faltas.
Ela diz ter tentado negociar com a reitoria para apresentar trabalhos alternativos. A USC, de acordo com a estudante, negou em várias instâncias o pedido.
"Geralmente, em outras faculdades é mais fácil. O pastor entrega uma cartinha falando sobre liberdade religiosa e o aluno consegue a dispensa", afirma. "Aqui, não consegui."

TRABALHO EXTRACLASSE

No último dia 16, o advogado da aluna, Alex Ramos Fernandez, entrou com mandado de segurança na Justiça Federal de Bauru.
Solicitou a substituição das atividades das 18h das sextas às 18h dos sábados por "prestações alternativas", como trabalhos extraclasse.
"O que ela estava buscando era uma igualdade para preservar o sentimento e a intimidade religiosa dela", diz.
"Nesses casos o aluno até estuda mais, pois os professores dão trabalhos mais elaborados do que assistir a uma aula. Não há uma quebra de isonomia entre os alunos."





AMPARO LEGAL
O juiz da 3ª Vara Federal de Bauru, Marcelo Zandavali, concedeu uma liminar que obriga a USC a oferecer atividades alternativas.
De acordo com o texto, a USC alegou que faltava ao requerimento da aluna "amparo legal".
O magistrado discordou da instituição e baseou sua decisão nos artigos 5º e 9º da Constituição e na lei paulista nº 12.142, de 2005, que assegura ao aluno esse direito em respeito à sua religião.
A USC informou que só vai se manifestar depois de ser oficialmente notificada.
Segundo o advogado de Quielze, que é adventista e se especializou em casos como o dela, a Justiça vem atendendo, nos últimos anos, aos pedidos de alunos adventistas e judeus, que também guardam os sábados.
A igreja Adventista do Sétimo Dia, religião cristã que surgiu nos anos 1840 nos Estados Unidos, tem como doutrina a crença que Jesus voltará -o advento- e que os mortos dormem, inconscientes, até a ressurreição. Existe no Brasil desde 1894.


Fonte: UOL