sábado, 10 de dezembro de 2011

Mulheres Vacas

Amós chamou as mulheres de vacas de Basã. Um apelido exótico, que traz no seu corolário um tom de reprovação e uma gama de reflexões.

Basã no hebraico significa fértil. Esta era a região que ficava a leste do mar da Galiléia, conhecida por suas ricas pastagens destituídas de pedras. 

As vacas que ficavam em Basã viviam muito bem, assim como as mulheres do reino do Norte.
O profeta denuncia a vida fútil daquelas mulheres. O materialismo havia dominado-as. A nação de Israel estava experimentando uma apostasia e elas permaneciam indiferentes, porque estavam ocupadas demais satisfazendo os seus apetites e caprichos. 


Eram mulheres sem personalidades. Foram levadas pela correnteza, infeccionadas pelos pecados dos varões. A religião estava decadente, o sacerdócio corrompido, a sociedade dividida, mas elas não se atentavam para estas coisas. Voltavam a sua atenção exclusivamente para a cor do vestido e o trançado dos cabelos que usariam na próxima festa. Estavam ocupadas demais com os seus próprios interesses. Abriam o sorriso quando na verdade deveriam esconder a face no intuito de se quebrantarem diante de Deus. Pisavam em qualquer pessoa no intuito de manter o padrão de vida faustosa. Eram damas nem um pouco gentis. Mulheres fúteis. Jamais tinham trabalhado um único dia, mas tinham tempo de sobra para gastar em seus luxos e festas intermináveis. Eram destituídas de educação, embora se esforçassem no intuito de seguir as regras de etiqueta. Oprimiam os pobres. Ostentavam grandeza. Eram individualistas.
A nação estava prestes a experimentar um colapso, mas elas só estavam interessadas em satisfazer os seus apetites. 


Mulher fútil não é novidade. Já vem desde os tempos de Amós. O profeta declara que Jeová atacaria aquelas mulheres como um pescador que apanha os peixes com os anzóis. Seriam abruptamente arrancadas do seu habitat. Elas seriam vistas como lixo. Seriam arrebatadas da zona de conforto. Trocariam o luxo pelo lixo. Experimentariam o juízo de Deus.

As mulheres Vacas de Basã existem até hoje. Não perderam suas características. Permanecem materialistas. Estão preocupadas exclusivamente com a aparência e nada mais. São fabricadas aos montes, quase que por atacado. Algumas, apesar de viverem em um ambiente cristão, continuam ocas. Assistem cultos e permanecem vazias. Ouvem pregações e continuam ignorantes. A verdade lhes foi obscurecida pelo excesso de materialismo. Preocupam-se demasiadamente com o cabelo, mas não examinam o coração. Algumas parecem manequins robóticos desprovidos de sentimento. Desejam bajulações. Buscam elogios. Querem ouvir palavras que massageiam o ego. Vivem para si e em torno de si. São essencialmente egoístas. 



O materialismo destrói tanto a nação quanto o ser humano. John Kelman dizia: “Deus tenha piedade da nação cujas chaminés de fábricas levantam-se mais alto do que as torres da Igreja”. Deus tenha misericórdia das mulheres que cobrem o juízo para descobrir as vestes. Caminham errantes. Cegas, porém com saltos altos. Insensíveis no reino espiritual, detalhistas no que diz respeito às coisas materiais. Deus tenha piedade das mulheres cuja beleza se resume ao exterior.


“Ouvi esta palavra, vós, vacas de Basã, que estais no monte de Samaria, que oprimis os pobres, que quebrantais os necessitados, que dizeis a seus senhores: dai cá, e bebamos” (Am 4.1).


Fonte: http://israeltrota.blogspot.com

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